sábado, janeiro 12, 2008

Momento de Medo


Experienciei um momento de medo.
Medo do medo de ter medo de não ter medo.
Eu não tenho medo.
Tremi, com calor. A minha face perdeu o seu usual rubor.
Experiencio uma metamorfose no corpo inteiro que só passa quando entro no chuveiro, e lavo toda a sujidade do que vejo.
Porquê?!
Porque tenho eu de sentir tanta dor por partilhar e dar tanto de mim?!
Sofrer não devia, no seu todo, tornar-se banal.
Porque sinto eu tanto desejo carnal?!
Não me sinto linearmente normal. Objectivamente quero deixar de ter aquele momento deprimente.
Então escrevo e acalmo-me, porque gasto a tinta desta caneta em valor sentimental, e evolução pessoal.
Obrigada MEU Deus, por estares sempre presente em cada palavra, que consequentemente formam frases, frases essas que me apresentam entre linhas, e fazem de mim quem sou.

Até sempre!

Ainda não consegui parar de escrever
Será por ter tanto a dizer
Não me importa o tempo perdido
Não me preocupo com o mundo estar destruído
Ironicamente só não me importo neste momento
Porque estou abstraída neste falso talento
Porque a dor do mundo faz-me chorar
Tenho saudades para as cores olhar
O mundo perdeu a sua essência
Afundou-se numa impessoal decadência
O governo piora todo o seu estado
E ri ao ver o seu país degradado
Gostava de ser tal o Dalai Lama
E lutar para não cair na cama
Cair pronta a baixar os braços
E deixar-me cair em pedaços
Vou usar as minhas palavras como arma
E ambiciono nunca vacilar e compreender este coração que ama
Vou lutar sem um único vacilo
Pois o país onde vivo até é bem tranquilo
Tenho os olhos doridos de tanta adição
Pois nunca convivi com tanta imperfeição
Se calhar durante tempos fui cega sem querer
Se calhar porque assim me ensinaram a viver
Mas agora imponho quem sou
Defendo o que acredito e repenso no que Ele indagou
As doenças psicológicas presentemente reinam
E as pessoas em se curar já nem se empenham
Não tenho métrica nas palavras
Mas também como já disse, o que escrevo não são frases ensaiadas
Escrevo porque preciso desabafar
E só agradeço por tanta tusa para escrever encontrar…

Saudades de quem eras


Tenho saudades dos nossos sorrisos
Tão fortes e raptados pelo nosso sentimento
Sorrio quando penso nesses teus improvisos
E fico arrepiada quando me olhas com discernimento

Tenho pena que não digas o que pensas
Pena que ajas com moralidade
Porque te esqueceste das realidades imensas
E de tudo o que dizias com particular banalidade

Sinto porque sinto que também sentes
E sei que no fundo até compreendes
Foste materializado num valor do irreal
E tudo por que lutavas deixou de ser o teu ideal

Já não tens tusa pelo que fazes
Porque foste possuído pelas tuas próprias frases
Afundaste-te no que criticavas com orgulho
E tornaste-nos a todos num mero entulho

Sinto-me frustrada pelo teu vazio
Porque sei quem és no leito deste navio
Navegas no que não compreendes
E deixaste no caminho aquilo que defendes



Meu senhor a ti te devo respeito
Meu trovador tas gravado no lado esquerdo do peito
Bebo tuas palavras á procura de conforto
E minto se disser que não me importo

És a minha saudável adição
Apenas respeito, nunca obsessão
Mas olhar-te dá-me aquele nosso tesão
Quando olhas com aquela tua ambição

Quando cantas comigo com sorrisos
Quando te engano e fazes improvisos
Tudo se tornou num vício essencial
E deixaste de ser uma pessoa banal

Abalaste o meu mundo com quem és
Nem sempre isso foi bom, confesso
És um ser sobejo da cabeça aos pés
Mas mesmo assim não consigo evitar o que expresso

Peço desculpa pela dimensão das minhas palavras
Nunca quis magoar-te meu irmão
Mas o que digo não são frases ensaiadas
Tudo o que te disse fluiu da minha acompanhada solidão



Luta pela nossa revolução sempre
Se necessitares sabes que estarei presente
Pois a nossa PAZ é urgente
Porque ambos sabemos bem como o mundo está decadente



Até sempre meu IRMÃO LUTADOR DO MESMO IDEAL!

6 Sentidos de Vida


Uma palavra que ouço
É um abanar de uma flor
Elevo-me deste fundo poço
E viro borboleta para esta entrega de amor

Um olhar que vejo
É o raio de mil sóis
O meu ser deixa de ser sobejo
E sem medo passas as mãos nos meus caracóis

Um leve toque que sinto
É a passagem para outra via
Deixo de ser quem sou
E parto rumo á maravilha

Uma mera lágrima que cai
É água pura da minha pobre alma
O medo já não me trai
E descubro quem sou como a minha gasta palma

Um simples arrepio que passa
E o meu mundo nunca mais é como era
A brisa eleva-me como se fosse taça
E parto rumo á Primavera

Uma breve dor que me toca
É a prova que sou aprendiz
A minha mágoa tão violenta troca
E saber que sinto já me torna feliz

Seis sentidos sei que tenho
Porque tudo me toca sem querer
Se calhar porque sem querer também me empenho
Mas esta vida de devaneios vou viver

Verdade Inaceitada


Porquê pedir o mundo
Porquê desejar viver
Se aquele Homem está imundo
Porquê o medo de morrer

A saudade veio com o tempo
As lágrimas com a saudade
A dor foi com o vento
E a morte é certa, isso é verdade

Todos esperam por alguém
Ninguém se dá sem medo
Pois não aceitam esse outrém
E fazem do amor um torpedo

Os princípios morais todos perderam
A fé em algo foi esquecida
O seu próprio coração comeram
E apenas a sua hegemonia não foi perdida

Porque vou eu falar de flores
Se reais só as sinto em sonhos
O mundo perdeu as suas cores
E quem reina são esses monstros medonhos

Sentir Demais


Esses teus olhos de solidão
Essa tua boca tão saborosa
O teu medo pessoal de uma paixão
E o teu encanto pelo meu mundo “cor-de-rosa”

O teu corpo alto e belo
As tuas mãos que me agarram em desejo
O teu prazer em me por a mão no cabelo
E um olhar à procura do nosso beijo

A distância que nos separa
A dor de tanta saudade suportar
O teu jeito que em tempos eu amara
Mas tenho a ambição de ti cuidar

2 anos de sofrimento aceitado
Um tempo simplesmente intocável
Outro tanto terá de ser esperado
Mas tanto fogo é imperdoável

Se algo não consigo esquecer
É o que sinto quando fazemos amor
Ai sinto que nos teus braços me posso perder
Pois todo o meu corpo se enche de desejo e ardor



Amo-te sim meu bebé
Por ti espero até não mais viver
Parece ridículo sim, mas não o é
Marcado tas cá dentro até morrer


Desfiguração de conceitos


Fazer um discurso tornou-se numa acção surda já de si
Dói ouvir um grito e pensar que ensandeci
Imagino a toda a hora aquilo que por medo não arrisquei
Mas ser poetiza é escrever apenas aquilo que interpretei

Aquilo que algures foi esquecido
Aquilo que em tempos foi um presente vivido
Uma voz que nos apazigua sem um som perceptível
Um sentimento de puro respeito indescritível

Porque te direi tudo aquilo que me indago somente a mim?!
Porque farei com que esta minha incapacidade acabe?!
Se sei que toda esta metamorfose de hegemonia tem um fim?!
Porque tenho a certeza que esta ruela de dor também te invade

Palavras soberbas daquele espectro que nos observa
Saliva que queima onde pousa apenas com o seu toque
Aquele anjo de luz deitado sobre uma pedra
Mas está desfigurado e já não há nada que lhe importe

O mundo abandonou a sua forma particularmente natural
Agora estes monstros são o resultado do que Ele adoptou
Já nada tem a sua forma de reconstrução habitual
Tudo isto é fruto de um ser que por nós nunca indagou

quinta-feira, dezembro 27, 2007

A obscuridade da luz

A dor no chão que piso já não tem o cheiro a mendigo gasto por aquelas pedras.
As lágrimas de puro sangue já desapareceram das paredes que o tempo não abalava.
As palavras que o dia abafou, e a noite nunca encontrou.
A aparente hegemonia que todos os olhares medonhos procuram, retira-me toda esta dúvida incompreendida pelo sentido.
Os cabelos negros que a brisa leva sem nenhum valor.
A visão daquela campa de vida ali, rodeada de animais famintos, que somos nós!
A tentativa de fazê-la tornar-se calmamente violenta, sem questão.
O papel em que gasto a tinta, e a sobrecargo de minhas palavras,
Sim, minhas. O que sou numa mera folha…
O suor que me faz a caneta escorregar para um outro lado.
Tudo isto são omnipresenças no ser sobejo que perdi.
Discernimentos sem aparência igual
Vou-me apagar de toda esta materialidade e encontrar o sonho.
Alimentam-se esses olhos cheios, pois a mudança está para longe.


Anna Miranda
12.12.07
10:40h

Monstro Abstracto

Um monstro sem face me tornei
Um ser vazio voltei a ser
As pessoas sempre as magoei
Mas a hegemonia tenho que perder

Dói perceber que nada fiz
Magoa saber que me perdi
Mas sei que dexei de ser aprendiz
Neste mundo em que sobejamente nasci

O gato daquele mosntro ladra
As asas daquele dragão estão velhas
Mas o diabo está à espreita e acha piada
Pela vida mundana das nossas almas em pedras

A escuridão pergunta-me se tenho alguém
Com sabgue nos lábios digo que não
Porque meu pensamente pertence a outrém
O tu que sem pudor esganou o meu dorido coração

O veneno que apoderou o meu sangue
A luz obscura que aqueles vampiros matou
A sua morte embebida em sede emitando um boomerangue
E sua alma já morta, em diracção à terra voou



A sua loucura sem enhuma dúvida
A sua sanidade para sempre incomprendida
A sua campa que deixa sempre húmida
Torna o diabo seu amigo, e a mulher viúva

Já nada nem ninguém lhe dói
Nunca mais quer voltar à vida sofrida
Porque apenas o sol o corrói
Dando-lhe o medo de voltar a ser vivida

A morte sem ser morte

A morte, a minha companheira ao longo de toda esta vida, é a morte.
Penso nela, com discernimento, com paz na minha alma.
Se a morte pudesse ser algo, no meu ver, seria a vida. Se pudesse ser especificamente um objecto, escolheria a cama. Onde todas as minhas energias, positivas ou negativas, são diariamente descarregadas.
A cama, o símbolo de descanso, a morte, o descanso eterno.
Não temo a morte, nunca o farei. Temo a dor, física, pois a psicológica tornou-se em todas as lágrimas derramadas em minha face.
Aceitar a dor, fez de mim a lutadora que acredito que sou. Nem que seja em palavras, sim. As palavras são sem dúvida nenhuma a minha arma.

Que diria á morte se fosse pessoa?

Dir-lhe-ia simplesmente: Olá! Muito prazer! Seja bem-vinda ao meu ser!

O que seria se fosse comida?

Talvez chocolate, porque apesar de fazer mal, é bom e aprecia-lo é sem dúvida a melhor parte.

Se a morte fosse uma cor?

Seria sem dúvida o vermelho. Repensando neste assunto, todos no geral, relacionam a morte com o preto e o vermelho jamais. Adoro o preto para tudo sim.
Mas pensem comigo, o vermelho, a cor do sangue. O sangue que deixa de nos correr nas veias quando morremos, mas que será sempre nosso, estejamos onde estivermos. Uma cor que explica tanto.

Se a morte fosse uma personagem?

Seria cada um de nós. Pois nós ao longo da vida matamos sentimentos, matamos tudo o que nos faça sofrer, e matamos também a ideia de que um dia vamos morrer. Matamo-nos devagarinho, por apenas desejar viver.

Se a morte fosse uma hora?

Seria o meio-dia. Porque sou apologista da noite. Pela sua beleza embora escura, tão clara, mostrando-nos um paralelismo de quem somos. Meio-dia por ser uma hora exacta de um dia.

Se a morte fosse um país?

Sem dúvida nenhuma os Estados Unidos, pois eles próprios se matam com o mundo suburbano que criaram, com a poluição que apoiam, com a decadência que adoptam.

Bem, características para a morte seriam imensas, mas o meu objectivo classificando-a assim, é meramente que percebam porque não a temo, porque faço dela a espera de uma grande amiga.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Com o tempo fui aprendendo a ser racional, uma obrigação imposta por todos...Choro pela falta de palavra, sorrio pela abundância de sentimento, falo pela revolta à injustiça e penso em toda esta permissa...A paz atingiu uma aparente inatingibilidade...A própria facilidade tornou-se difìcil!"A vida está difícil, temos que ser fáceis!" Dizia ela, uma personagem ilícita que não sabe quem é, muito menos o que quer ser!A luta contiua, como essas borboletas que nas asas carregam essa lama que ganharam com os seu próprios passos mancos.A obscuridade de uma palavra, dói como uma breve passada. Uma passada para o nível seguinte.Essa tal personagem, que no fundo é o reflexo de toda uma sociedade desunânime...O que somos nós?! Lutadores?!Sim, talvez!Melhor, somos!Gosto de dizer que a vida é uma metamorfose cíclica, que mesmo antes de começar já acabou."É preciso sentir, não apenas viver!"Dizia "ELE".Lutar até ao fim!Muita, muita paz dentro de nós, depois à nossa volta! Mas vejo demasiadas expressões medonhas pelo monótono interesse pelo desinteresse à aparência.Personagens que não sabem onde pertencem, que não sentem as suas lágrimas a caírem pela própria face.Sim! O infinito de uma vida sem começo e com um fim já atingido...Este cheiro nauseabundo das mentes distorcidas que vejo sempre a passar...Esse MEU Deus omnipotente com quem converso sem falar, com quem troco olhares ás escuras, tenta-me convencer de que a noite afinal é dia, e que o ar afinal é agua...Chamo-o louco, mas que posso eu fazer?!Gosto e necessito da sua presença, por isso tolero os seus delírios momentânes constantes...A dor tornou-se monótona, as lágrimas banais, o silêncio uma presença habitual, a solidão uma amiga omnipresente.Já não grito, porque o silêncio aprendeu a gritar ainda mais alto.Já não vivo sem vaguear por todas estas minhas inatingíveis mas possíveis utopias.Quero apenas que todos saibam, que com todos estes discernimentos, ainda estou aqui!Não morri!Apenas quando isso acontecer, serei a matéria morta que a terra consumirá, mas até lá, mesmo fodida com a bota que calço, a luta continuará!

quarta-feira, setembro 12, 2007

Dói...
Principalmente por saber que fui causadora do meu próprio sofrimento...
Porque acredito nas pessoas... Demasiado talvez...
Porque acreditei em TI desde o início... Não percebi na merda do túnel em que me estava a meter pelos meus próprios pés... Os passos que dei em frente sem olhar para trás e sem pensar que poderia cair mais à frente...
Agora estou só! Tenho que deitar as minhas lágrimas sobre mim mesma...
Quem sabe se agora não estaria a sorrir em vez de chorar, poderia ser feliz!
Mas não...
Agora sou só eu, e o desprezo do Homem que AMO...
Só eu, e as palavras outrora ouvidas e ditas...
Só eu, e as imagens que passeam de um lado para o outro, por entre memórias e pensamentos...
Penso que as injustiças, um todo acumular de injustiças, tornarão o meu julgamento final mais justo e fiel...
Fiel á pessoa que fui... Á pessoa que SOU!
É apenas mais um desabafo de alguém, que percebeu a injustiça que estava a oferecer de bandeja aos seus próprios sentimentos e nada fez...
Porque a esperança é a ultima a morrer...
Saudades....

quinta-feira, agosto 09, 2007

Porque isto é algo que preciso para o meu bem estar…

Porque será que é tão difícil explicar o que sinto com eles????

Estou a ouvir “A Palavra”… Chega a doer…

O sentimento flui como algo tão natural…

Chamo a isto de amor, nunca de fixação ou mesmo obsessão…

Eles dão-me forças, vindas de um vazio tão preenchido que me fazem seguir…

Não é fácil explicar, não é no verdadeiro linear das minhas palavras fácil…

Consigo abstrair-me do que me dói e submergir num mundo de verdadeira alegria se assim puder chamar…

Estar ali na 1ª ou última fila, estar PRESENTE, é algo que se tornou essencial para a minha sanidade…

Será que conseguem alcançar isto?!

Espero de todo que sim!

Porque choro de orgulho, porque rio de felicidade, porque salto de tesão, porque passo para aquela dimensão que eu preciso obrigatoriamente de atingir…

Não falei em nomes, apenas no ELES, porque quem sabe quem sou, sabe igualmente de por quem estou a escrever estas palavras…

Gosto de saber que isto que sinto é demasiado verdadeiro para ser apenas hoje e amanhã, porque sei com todas as certezas, que vai haver um “daqui a uns anos”…

Porque algo tão intenso, apesar de TUDO, e aconteça o que acontecer, vai ser para além do ETERNO… =”)

Vocês serão apenas o TUDO, agora e para SEMPRE…

Obrigada Senhores! Obrigada por serem quem são na minha vida!

Da Weasel e mais não digo, pois sinceramente, também acho que não é preciso***

Muita muita **PAZ**

terça-feira, julho 10, 2007

Compreendo que a merda que vejo nem sempre vai de acordo com o que queria ver…

Vejo demasiado elevada a decadência do ser humano e eu sei que não posso simplesmente chegar lá, fazer e mudar!

E é isso que me revolta, porque já encontrei aquilo que sou e sei aquilo que quero ser, estou numa fase de paz interior onde estou a aprender a crescer e a aceitar mas nunca fechar os olhos ao que vejo como errado!

Mas se disser que não dói minto porque foda-se! Dói muito!

Gostava que a palavra REVOLUÇÃO fosse objectivo de um alvo muito mais fácil… Mas a complexidade do acto, obviamente que não da palavra, faz-me pensar se três míseras pessoas farão a diferença contra mil… É possível! Mas apenas se forem motivadas pela acção certa…

Ainda no outro dia estava a falar com o Valdo sobre a comunicação social de Portugal e no mundo, e só chegamos á conclusão que na sociedade de consumo em que vivemos o que importa é somente o que vende e não o que dói só de olhar, só de pensar ou imaginar…

E isso deixa-me frustrada… Porque eu não me quero afundar no comércio, quero apenas submergir-me pela diferença!

É tudo criticado, é tudo olhado e falado. É tudo desrespeitado!

Fui agora falar do respeito! Será que se esquecem do significado dessa palavra?! Revolta-me quando dizem que respeitam mas falam á toa da vida de alguém! Revolto-me quando dizem que têm respeito quando falam sem, por e de…

Mas sabem o que me revolta mesmo?! É eu dar por mim a perceber que a minha geração não se interessa minimamente por política, mas criticam-na mesmo não a percebendo!

Não sei se quero ver no que isto se vai tornar sinceramente!

Só sei uma coisa, que eu vou SEMPRE lutar pela diferença e vou SEMPRE transmitir, ou pelo menos tentar transmitir a minha mensagem, pois acho que tem um conteúdo construtivo!

E é disso que a nossa sociedade precisa para abrir os olhos! Seja difícil ou não, tentar não tira nenhum tostão!

**PAZ**

terça-feira, julho 03, 2007

O que sou e quero ser


A vida dói como um corte no pulso

O tempo mata como um breve adeus

A morte alivia como os analgésicos que uso

Para esquecer que se calhar não existe um Deus

Sou incerta mas tenho as minhas certezas

Tenho medo mas não fujo destes torpedos

Posso vacilar mas procuro apenas as minhas defesas

E posso dizer que ao pensar que existes esqueço todos estes medos

Tenho um amor incondicional ao silêncio

Tenho um silêncio enorme quando penso no que vejo

Porque falo mesmo estando calada

Opinando sobre aquilo que para este mundo prevejo

Tenho os meus defeitos sociais

Mas quem não os tem é moralmente falso

Não tolero a merda dos preconceitos raciais

E fico fodida com a bota que calço

Pois o que posso fazer não é muito

Mas faço tudo aquilo que me é possível

Vou dando a minha palavra

Mas o pensamento geral é cada vez mais corrosível

A luz esconde o que a noite atormenta

A noite mostra o que o dia esconde

Tenho objectivos mas esta merda anda violenta

Quero ir e mudar de direcção mas nem sei para onde

Vou ficando e aceitando nem sabendo por onde ando

Vou falando e criticando só com certezas do que EU sei

Tenho o orgulho de ser eu o meu próprio comando

E por vezes arrependo-me daquilo que não procurei

Vou-me encontrar naquilo que sou

Vou procurar aquilo que quero ser

Um dia ainda vou ser algo que alguém não encontrou

Mas posso dizer que sem o meu VIVER não irei morrer!

**PAZ**

segunda-feira, maio 21, 2007

Mais uma aula de matemática que não me interessa…

Gosto de letras e não números, mas um número quantitativa tudo o que me rodeia.

Se não estou a dormir é porque provavelmente estou drogada.

Liberto-me, sinto-me bem, as dores psicológicas abstraem-se de quem sou neste momento. Gosto de falar comigo e perceber como estou, como o meu espírito se sente.

I´m fucking hie!

Peço desculpa por estar a escrever para ninguém, e se ninguém me ler, tanto melhor…

Sou confusa, admito, e sei que quando lêem as merdas que escrevo, ou não percebem ou nem se quer tentam compreender.

Toda eu sou um livro de uma complexa monotonia excessivamente activa, e que ninguém quer ler, mas todos vêm-se atraídos a ler… Mas no fim, ficam ainda mais confusos do que antes de terem percebido a minha presença e começarem a ler quem e como sou…

O meu norte está a sul, o meu este a sudoeste! Estou incrivelmente numa desorientação tão orientada!...

Se tentar explicar, estou lixada pois deixo de ser quem sou.

Quero respeito e por isso dou-me ao respeito!

Estou drogada yah, mas estou bem…

Quero paz, respeito, igualdade!

“NÃO INTERESSA A COR DA PELE O QUE INTERESSA É O QUE ESTÁ CÁ DENTRO!” <3

**PAZ**



Doninha_Rasta

sexta-feira, maio 18, 2007

Uma lágrima pode conter tanto sofrimento ou até demasiada alegria…

Choro porque ultrapassei mais uma barreira na minha vida, choro porque cresci mais um pouco e choro porque sou uma pessoa com a qual a minha idade não se identifica!

Dou por mim e olho à minha volta e então aí apercebo-me o quão cresci e me diferenciei das pessoas com quem me relaciono!

Tenho personalidade, defendo quem sou e o que penso!

Não desisto, luto! Os olhares das pessoas desconhecidas não me destroem mas evoluem o meu ser!

Hoje vacilei e dei por mim a chorar já nem me lembro onde começou mas está a acabar aqui, neste rascunho em que desabafo á minha maneira… Estúpida ou não é a minha e admiro-me por isto…

Não gosto da igualdade de personalidades, mas adoro a diferença de ideais, e preservo a igualdade social, e a diferença por algo melhor.

Eu já passei muita merda na minha vida e a consciência de que ainda muita coisa me espera faz-me ver que o hoje não é assim tão mau…

Gosto de ser quem sou no fundo, não exteriormente mas sim cá dentro! O que está dentro do peito, o que me passa pelas veias, o amor, a paixão, o orgulho, mas sobretudo a vontade de viver e marcar a diferença! De uma ou outra maneira…

Daqui a uns anos vou estar eu a ler isto e a sorrir por saber o que passei e o que a vida me reservou depois deste momento de degredo agora, mas recordações amanhã…

segunda-feira, maio 14, 2007

Acordem para a DIFERENÇA!

Ninguém quer saber de política
A ti não te interessa o lado
Vocês nem fazem a merda de uma critica
Nem sabem o sentido da palavra democrático
Queres ter um bom futuro
Mas tornas isso um problema
Leva a sério o teu estudo
Senão este será o nosso dilema
O Presidente não faz corno
Mas tu ainda ajudas ah festa
És comprado com um simples suborno
Pela nossa geração ainda não é desta
Somos nós o nosso futuro
Somos nós os Srs do próxima democracia
Bora fazer algo com orgulho
E acabar de vez com esta monotonia
Daqui a uns anos não há sociologia
Daqui a uns anos nao há regras
Vais ser roubado pela própria tia
Sem ter polícia para impor verbas
Pensa nisso meu amigo
E muda enquanto há tempo
Percebe enquanto o mundo não morre
E tenta entender e respeitar o seu discernimento

P.S. Só quero que compreendam que temos que ter segurança em quem somos e fazer a diferença!

Fiquem bem
**PAZ**

Isto eh assim...

Nao gosto do mundo
Mas amo o meu refúgio
DW o centro do mundo
Mesmo neste meu subúrbio
Políticos não entendo
Partidos são rídiculos
Mas a política é necessária
E isso até eu compreendo
Mas o que se vive é um círculo
Um círculo vicioso e doente
Não fazem nada para a sociedade
Que está cada vez mais demente
São cegos, surdos e mudos
E só pensam em fúteis absurdos
Só a merda do dinheiro os torna burros
Burros porque só vêm números não fundos
Se não me entendes no que digo
É porque não és meu amigos
Todos deviam pensar comigo
Mas este meu povo está perdido
Escrevo porque penso
Escrevo porque preciso
O mundo está suspenso
Numa bola que não contém algum verdadeiro sorriso
É triste pensar no que existe
É frustrante perceber o que nos falta
Falta-nos o amor, dignidade, respeito que não subsiste
Mas que se foda desta vez vou cagar e bora! Salta!
O Apocalipse está perto
Por isso abre o olho e fica esperto
Com tanta merda isto parece um deserto
Por isso vamos e cria o TEU dialecto!...


**PAZ**

quarta-feira, maio 02, 2007

O Que Vejo

Observo o mundo no qual me deparo e dele nada retiro…

Apenas almas vazias, com lágrimas de uma vida exausta e triste…

O sangue por ser utilizado e olhos secos de tantas lágrimas já choradas de uma vida passada…

Sei que não estou só mas sinto-me vazia, por vezes tento ser só eu e apenas eu, mas não me encontro! Perco-me naquilo que sou, quero, ou penso ser…

Sou tanto e não sou nada. Penso melancolicamente, mas acho que apenas hoje… Talvez amanhã pense supernaturalistamente ou realistamente…

Sou igual, não mudo, mas acordo com estados de espírito diferentes! Penso que todo o ser é assim…

Se estou enganada peço, não sei se desculpa ou compreensão mas quero é viver a vida com paixão… Sorrir para a vida e dizer que sou feliz como ontem e como espero ser amanhã…

Não tenho mais palavras… A vida passa-me aqui diante de meus olhos e eu prevaleço impávida e serena sem nada dizer... Apenas escrevo, é a única coisa da qual não abdico! Porque mesmo que eu esteja só, o papel nunca me abandonará! Sei que me ama como eu a ele, pois o papel apenas papel não é papel se não tiver uma palavra que seja! É apenas uma folha vazia e fria… Gosto de olhar uma folha e pinta-la com o amor que tenho no meu coração, as ideias que me passam pela mente e a convicção com que meus dedos se movem na ânsia de preencher aquele papel tão vazio mas futuramente com tanta paixão lá exprimida…

Isso preenche-me e disso vivo…

Doninha_Rasta

28

sábado, abril 14, 2007

Um passado um Presente e um Futuro

Tenho na minha mente a necessidade da minha mão escrever o que perciso de te dizer... E acredita não é nada fácil...
A minha alma vagueia na escuridão de um ano dor... Amor... Mas sobretudo dor...
A eternidade de um ser unanime que apenas quer alcançar o inatingível... E luta por isso todo o dia, a toda a hora...
É cansativo quando lutámos por algo que nunca iremos ter, mas a merda e tenho que dizer felizmente do facto de amar é que nos faz lutar... E liberta-me sim! Desta prisão...
Desta vida inexistente que levo como rumo de um futuro melhor...
Sinceramente,os meus olhos ja derramaram demasiadas lágrimas excessivamente puras... Os meus refúgios momentâneos que vivo intensamente...
Tu es tudo para alguém que não é nada... E eu ser que apenas vive por um sentimento que me preenche de tal forma que não consigo exprimir... Nunva te sintas tão alguém que não prcises de ninguém, pois ninguém é tão alguem assim...
O medo de te perder consome-me... Como é possível o amor ser tão vasto mas que se resume ao simples facto de não viver sem ti, de querer que sejas meu... Mas a cada dia que passa, a cada segundo do relógio que não pára, percebo que nunca vais ser meu, nunca me vais amar e então desespero... De uma maneira descontrolada! Ou então até não...
Nada mais posso fazer, só me resta chorar e me afastar! E então chorar...
Mas nesta angústia não posso viver! Eu confiava em ti e deitaste tudo a perder!

E se um dia pensares no que já passou, vais perceber que desperdiças-te Alguém que querias ter no futuro... O coração que tenho em meu lado esquerdo do peito, esvaira-se em sangue com tanta dor! Apenas lágrimas puras o podem curar... A culpa é desse sentimento ao kual e já desde sempre, chamámos de amor... Eu amo e não sei porquê sabendo que não o reconheces, eu choro mesmo sabendo que não o mereces... Mas não vou desistir deste amor prque é a única coisa que me preenche...




P.S. Este texto faz parte do passado....... Mas faz parte de mim e do que faço com prazer por isso decidi po-lo aki...
Fiqum bem
**PAZ**

Revolução Diferença e FIM

Já escrevi sobre tanta coisa, que sempre que tento escrever algo novo, nunca sei sobre, como e para quem...
Mas eu preciso deste meu refúgio, para desabafar.
Sinto-me imune quando escrevo.
Não sei bem porquê mas a pureza com que o faço faz-me orgulhar deste prazer que redescobri...
Honro a minha palavra, vivo-a, sinto-a...
è estranho conhecer-me e não conhecer nem conseguir compreender o poder que me move a "pintar" papel.
Disseram-me que isto é arte. É arte quando quero que o seja, senão é pura e simplesmente uma paixão lírica... A minha paixão lírica... =")
Gosto de marcar a diferença, de fazer alguém pensar e perceber, gosto de ser quem sou e sou fiel à palavra que dou...
Não quero ser algué, cujo nome é esquecido, mas sim relembrado. Não como alguém, mas sim como um ser que amou tudo o que havia para amar, disse tudo o que queria, e tinha para dizer, fez as pessoas reflectirem.......
Se esta porta se fechar, arrombo-a, pois não sou pessoa de desistir mas sim de LUTAR!
Amo o que amo, vivo o que sinto...
Mas o mundo onde vivo não é apropriado! Ele está condenado à decadência da nossa sociedade! É degradante, e nós não somos "gigantes" para acabar de vez com a monotonia das nossas mentes que metem nojo de tão degradantes que estão...
Como o Carlão diz e faço também apologia: "Bora lá fazer a puta da revolição! Dar a volta a esta merda de uma vez por todas!"
Se assim não for,acreditem,estamos TODOS fodidos...
Nem o puto do Governo escapará... Fim do Mundo... **PAZ**

Promessa Inexistente

Se minhas lágrimas são de dor
Meus gritos sao meu desespero
O silêncio é o meu louvor
E que o dia nasça é tudo o que quero
As nuvens brincam com o sol
O vento sopra para norte
Que leva na corrente aquele rouxinol
Que voa sem medo de sua morte
Subreponho-me ao que vejo
E simplesmente sigo minha filosofia
Um ser que se tornou sobejo
Desprezando a sua própria apatia
A morte mesmo sombria não temo
A vida vazia não suporto
A liturgia é o meu remo
Para navegar em meu pobre sonho devoto
Neste copo de água vejo transparência
Em ti a sujidade não se mostra submersa
Porque so vejo violência
Não tens medo de nada mas não há promessa
Vivo nesta prisão momentânea constante
Mas liberto-me quando escrevo
Não quero ser mais um livro parado na estante
Sinto-me virada ao contrário, tal e qual um morcego
A escuridão que assombra meus sonhos
O barulho que atormenta minha mente
Os rostos que vejo tão medonhos
Como mordidas de uma serpente
O tempo pára e recomeça
A vida corre e fica presa
Tu queres mas não há promessa
Sinto-me impotente como uma presa
Peço desculpa pelo que não fiz
Sem remorsos do que passou
Agora estou feliz
Por saber que minha alma desabafou

Mentiras verdadeiras do alento

Tenho paixão ao amor
Tenho amor ao saber
Porque se te amo
Como seria não to dizer
Fico na incerteza das palavras
Na certeza dos sentimentos
Se calhar são meras escumalhas
Que ficam quando as sussurro aos ventos
Olho intensamente o mar
Mas finjo que é ele que me está a observar
Se algo te pudesse dizer
É que sem ti não sei amar
Não sei porque amo
Mas sei que amar sei
Se esse meu Deus me ouvir
Omnipotente ficarei
Tenho palavras que falham
Tenho sentimentos que fogem
Tenho gélidas tremuras
Por esses olhares que se escondem
Finjo que estás aqui
Mas apercebo-me da metáfora em que vivo
Gosto de pensar que parti
E de imaginar que estás comigo
Mentiras que não desminto
Verdades que enfrento
Mas é isto que sinto
Quando busco forças no alento

Este meu voo de amor

Madrugada fria e pálida
Vento parado e aterrorizado
A lua que me olha
Enquanto me fecho como uma crisálida
Quero sair e voar
Ser livre e amar
Sem ninguém para me julgar
Enquanto o olho a chorar
A liberdade é algo que não atinjo
A felicidade é algo que agarro
O vento é algo que sinto
Enquanto borboleta me finjo
Choro sem medo de cair
Com minhas asas que não podem partir
E se deste mundo o vento sair
O som que ouço deixa de existir
Tenho medo de não saber falar
Medo de nada ter a dizer
Medo de este copo de água acabar
E não ter sentido de viver
Amo tanto que odeio
Odeio tanto te amar
Vivo este amor sem rodeio
Mas a ideia de fim faz-me chorar
Se morrer a voar
Feliz posso-me considerar
Morri a amar
A amar este meu leve voar






quarta-feira, março 21, 2007

"Poetiza tonta maldita"

Minha alma chora, meu ser grita
Meus olhos brotam
Lágrimas de uma poetiza maldita
O vazio arrefece minha alma
Algo sombrio e assustador
Mas logo percebo que este medo
É apenas um leve suspiro de amor
Sou poetiza do nada
A ti tento chegar
Mas se isto não compreendes
Desculpa mas tenho que chorar
Rimas que rimam sozinhas
Palavras que se beijam tão frias
Mas estas rimas que fluem
São o motivo de estarem vivas
Tenho o dom de escrever
Mas dom não gosto de chamar
Apenas é a minha maneira
De com algo desabafar
Poetiza tonta eu
Porque tudo tento dizer
O problema de aqui estar
É ver-te feliz e poder morrer
Quero acabar a minha vida
Á luz do tão lindo Luar
O Luar que me aquece
O que sinto aqui,neste meu lugar
Sol e Lua, noite e dia
Palavras minhas, paixao minha
Só minha,algo só meu

Se nada mais puder ter,tu és a minha alegria
Amo-te e nada mais sei escrever
Será por querer que o saibas

Ou necessidade de o mundo conhecer
O amor que me move esteja sol ou a chover




Amo-te****


domingo, março 04, 2007

O Pensamento




Gostava de me conseguir expressar…
Conseguir escrever o que realmente vai cá dentro!
Mas torna-se difícil quando nem nós nos percebemos…
Quando nem nós conseguimos ver o que nos vai na alma… Não é fácil falar de sentimentos, sentimentos demasiadamente fortes, aliás, não é no seu todo fácil.
Se choramos é porque amamos, se amamos é porque sentimos, e se sentimos é porque somos humanos…
Um ciclo que é o nosso dia a dia, a nossa vida.
Morremos sem dar a devida gratidão á vida, morremos sem conhecer realmente o verdadeiro sentido do mundo, morremos sem perdoar um amigo, morremos de uma maneira estúpida! Porque morrer É estúpido!
Se vivemos porque morremos?! Se sofremos porque vivemos?!
Sinto-me confusa, não minto, mas quero perceber, por isso vou continuar a escrever…
Se penso, repenso, se não penso, dispenso… Dispenso qualquer problema… Todos os querem dispensar, mas porquê evitar?! Os problemas é que nos tornam na pessoa de amanhã… Crescemos, aprendemos…
Penso na morte, no que me acontecerá depois dela… Serei apenas carne morte que a terra consome?!
Talvez…
Mas a frase que ouvi e jamais esquecerei: “A morte não me assusta, o que assusta é a forma de morrer”…
Nada mais certo do que isto…
Eu vivo o hoje, o agora e o amanhã vem depois…
Não me vejo como alguém supernaturalista se pensar bem, vejo-me como um ser se calhar demasiado realista talvez…
A realidade dói, mas sonhar e cair destrói!...
E ás vezes essa dor é apenas uma passagem para uma felicidade preenchidora…
Sinto falta do ontem, e anseio o amanhã… O hoje apenas o vivo…
Porque faço a apologia ao ideal de “vive o presente, sem pensar nas inseguranças do passado e nas consequências do futuro”…
Mas pensando sempre nos meus actos, porque pensar é tudo… O pensamento…
O verdadeiro rebento… Dos humanos, do mundo…

O mundo está devastado pela falta dele... Não há compreensão, não há solidariedade, não há uma justiça firme que acabe com a violência!

Eu penso, penso que devemos unir-nos e lutar por um amanhã diferente do hoje!
Um mundo degradantemente deprimente... Não devemos ter medo mas sim confiança, confiança em nós próprios...
Se já erraramos muito ou pouco na vida está na altura de mudarmos isso... Não posso esconder-me... Pois acredito que nunca nos devemos arrepender de nada porque com os erros, com esses, nós aprendemos, com os erros nós crescemos…


***PAZ***




domingo, fevereiro 25, 2007






Palavras á toa





Por vezes a força surge da escuridão que nos assombra... Dela não devemos ter medo mas sim desejo, pois a escuridão transmite luz... A luz que nos faz ver a clareza da vida.. O silêncio, esse sim, é amigo das incertezas! Grita-nos com convicção o que precisamos de ouvir!
Um olhar nú é de quem sofre por alegria...
Contradições de alguém que chora e grita ao vento á espera que a vaguez me leve para a imensidão do nada...
Algo que para mim é tao lúcido mas que os outros seres vêm como meras palavras á toa,algo abstracto ao ponto de não observarem sequer...
Mas não me importa a vaguez da alma dos outros seres,mas sim a certeza das minhas palavras á toa mas tão verdadeiras!
As palavras NAO SÃO só palavras...
Palavras que falam por si,desabafos que alguém que nasceu por graça do seu Deus!
Alguém tão só neste mundo,mas com almas vazias que olham por "ele", sem medo medo de se perderem na sua própria solidão...


Se isto necessito de expressar é apenas pela paixão que me move... A escrita... O papel é o meu melhor amigo,o meu verdadeiro companheiro por esta vida fora... Esse sei que NUNCA me vai abandonar!


E quando não houver tinta ou carvão, escrevo com a minha vida!


O sangue que me passa pelas veias à espera de ser verdadeiramente usado...








Dedico este texto a mim,a quem ama a escrita,e a quem me ama a mim... =")

A complexidade do simples facto de amar...







O nervosismo de um ser que apenas procura liberdade na prisão mais medonha de todas... O amor...
Esse sentimento inexplicavel,que não tem fronteiras nem conhece limites...
Todo o ser vivo ou não, se prende ao inexplicavel motivo de amar alguém... A solidão ninguém procura, o amor todos desejam... Um mundo cheio de almas vagas que choram sangue purificado na ansia de alguém reparar no seu olhar húmido de dor e tristeza.
Um mundo no qual nascemos, vivemos e morremos sem perceber o verdadeiro sentido da vida na qual encaixamos...
A morte é a vida dos amantes tristemente alegres... Amo, amo e amo...
Com e sem medo,sem e com ódio... Mas tudo isto para perceberes que te amo sem pensar no ontem, no hoje, e no amanhã... Amo-te pensando somente no agora... Neste minuto em que escrevo sobre e somente para ti!

Se daqui a um minuto não te amar, quero que saibas que todos os que já vivi até agora foram feitos simplesmente para te amar....




Dedico este texto a TODOS os amantes de alguém ou simplesmente de algo... =")

quinta-feira, janeiro 25, 2007

O tempo disse ao tempo**



Porque um dia pensei em te amar,porque talvez o tenha feito... O amor amor por ti surgiu sem aviso. As pessoas vão-se iludindo e desiludindo. A vida é mesmo assim...
Eu gosto de olhar as coisas de uma maneira diferente. Se não olhar com atenção,nem com a nitidez precisa,apercebo-me do esplendor das coisas...
Talvez isto signifique que por vezes vivo na ilusão. Não desminto,mas se for preciso isso para fazer o meu coração bater forte,não me importo!
No meu mundo as coisas que eu não percebo vão-se apoderando dele!
Sei que sei que não sei nada de nada,mas que tenho a certeza que te amo cada vez mais,a cada som insignificante que esse mau génio do tempo faz,o relógio,uma invenção precisa mas nada nossa amiga.
O tempo voa e nada muda. Um segundo para mim é so mais um pensamento,mais um suspiro,mais uma lágrima proveniente de um possível sorriso.
Sei que estás aqui,mas vejo-te longe. Não sei o que dizer,mas sim o que sentir.
Talvez o meu coração confunda a minha mente,ou talvez a minha mente divida o meu coração.
O meu passado vem visitar o meu mundo a toda a hora. Neste momento apercebo-me que no futuro farei parte de um passado que nunca foi presente.
Quantas as lágrimas que já secaram nas folhas dos meus cadernos,apagando meras palavras que me limito a escrever. Quando escrevo não tenho medo,pois ninguém responde. Mas quando falo,há sempre alguém lá...
Sinto-me diferente,talvez mais velha um dia,uma hora,um minuto,ou até mesmo um segundo.
Volto novamente a falar do tempo,uma definição tão indefinida...
Somos escravos do tempo,mas donos do que fazemos com ele. Pensem nisso..=)


Dedico este texto a todos os meus amigos,pois a nossa amizade esta para além do tempo... *)

domingo, dezembro 03, 2006

Perda ou angústia?!




Estou aqui,quero voar e tocar o céu,quero cair e levantar-me,quero viver!
Mas as rasteiras da vida são demasiado grandes.
Tenho que sofrer,embora não saiba se por perda ou por angústia.
Contradigo-me ao dizer que estou apaixonada e não gosto porque é mentira. Mas amar dói,foda-se dói tanto!
Estou numa fase da minha vida,em que tenho que escolher a minha dor!
Porquê?! Porque é que a vida é tão incerta?!
Estou grata a esse meu Deus,meu e só meu,e digo-o não por egoísmo,pois eu tenho um Deus só meu. Criei-o por aquilo que admiro,é meu! Mas tou grata por viver,e se calhar sou ingrata no que toca ao que faço com a minha vida,ingrata por sofrer por coisas desnecessárias,mas amar é sofrer,por muita felicidade que nos proporcione. E tenho medo de não amar,e ao mesmo tempo medo de amar!
Novamente me contradigo,mas o que é amar se não contradições,dúvidas e incertezas?!
Amo,amo mas verdadeiramente,e não O quero perder mas esperar angustia-me e torno-me pseudo-frustrada no que toca ao amor quando sofro.
Será que é temporário?! Não sei. Será que vou sair por cima disto?! Talvez! Será que me vou "apaixonar" cedo?! Quem sabe!
Só perguntas incertas com respostas frustrantes!
Quem sabe o meu futuro?! Apenas esse meu Deus omnipotente,em quem confio por necessidade de alguém que me compreenda.
Vou esperar... Mas esperar bloqueia-me...
Talvez o vento me sopre de leve a resposta ao ouvido,talvez um olhar distante me reflicta o que preciso saber,e talvez essa imensidão que é o silêncio me grite realmente preciso ouvir,e vou estar atenta...
O futuro,presente,ou até quem sabe o passado,trar-me-à a resposta a esta minha dúvida certa...


Para todos que também partilham deste mundo abstrato...


Olhei para o papel por vários minutos sem saber sobre e o que escrever.
Talvez ainda não saiba,mas a solidão,a frieza,de olhar uma folha em branco,entristece-me.
Será por essa razão que muita gente escreve?!
Não sei,mas hoje a vontade de escrever despertou-me por esse motivo,embora eu ADORE escrever.
Escrever sobre,e somente para mim,para o meu mundo,que embora pequeno,é enorme. Gosto de nele me refugiar,horas sem parar,pois choro sem me julgarem,rio sem me olharem,e ecrevo sem me criticarem.
Acho que todos têm,ou deveriam ter,o seu próprio mundo...
Ontem falei com ele...Por momentos fingiu não me ouvir,pois sabia bem como me sentia. Mas acalmou-me e sorriu-me.
Criei-o para mim,mais ninguém o conhece. Não é como os outros,que são de todos e que todos os apelam!
Não! Este é meu. O meu Deus não!
Olho para cima e já me sinto um pouco mais feliz,pois como "escritora" que me sinto,ver uma folha escrita,faz-me sorrir!
Há tanta coisa para dizer,mas poucos as querem ouvir,por isso escrevo. As folhas,o papel,são o meu ouvinte,a minha maneira de me expressar... Aforo este vício que criei,esta necessidade da qual sou prisioneira.
Mas tenho medo,medo de um dia me libertar!
E depois?! Que farei quando me sentir triste?!
Não quero saber!
Só quero saber que estou aqui,neste preciso momento,a fazer aquilo que me dá mais prazer na vida... Escrever...
Bem,uma das coisas..LoOl..=)
O amanhã,só o meu Deus saberá...




Fiquem***



O Natal




Não pensem que vou dizer que o Natal é muito lindo,época do amor,(é,mas falso e interesseiro),já explico... Que o Natal só traz alegria...
Porque não é isso que penso...
À medida que fui crescendo e compreendendo o mundo em que realmente vivemos,mudei de visão em relação a MUITA coisa. Se calhar,cresci depressa demais,mas no mundo em que vivemos,na sociedade em que crescemos,as coisas evoluem depressa demais...
Em Novembro já tudo estava preparado para o Natal,as publicidades,tudo...
O Natal tornou-se a época hipócrita do ano,onde as pessoas subitamente se lembram de ser solidárias,daí eu dizer que o amor é falso,as pessoas vêm esta época,como um meio forte para ganharem dinheiro,e para receberem as tão esperadas prendas,daí eu dizer que é interesseiro.
Claro que não falo na generalidade,pois há pessoas que vêm esta època com o seu verdadeiro sentimento,e,ver as crianças a ecreverem cartas ao Pai Natal, aquece-me o coração,pois lembro-me de quando era eu...
Ainda não sabia nada,era tão ingénua... Não pensava nas milhares de crianças que não têm um Pai Natal presente nas suas vidas,a quem pedir essas prendas tão desejadas,e egoistamente,ficava triste se não recebia bem aquilo que queria. Mas era criança. E era bom ter esperança,e acreditar na referência do Natal,aquele homenzinho querido,vestido de vermelho,com barbas brancas e que,guiado por renas,vinha do Pólo Norte espalhar prendas por todo o mundo...
Enfim...
Hoje sou como sou,e penso como penso porque foi a opinião que criei da suposta época do amor. Acho que já nem espírito natalício consigo ter,pois pensando bem nisto tudo, é,digamos praticamente "impossível" ADORAR esta época.
Peço desculpa se de alguma maneira "feri" a susceptibilidade de alguém...


***FELIZ NATAL***

domingo, novembro 26, 2006

Este meu vício



3 e meia da manhã,22 de novembro,sem nada para fazer a não ser ouvir o som que me desperta emoções,da banda do meu coração *DA WEASEL*...
Senti necessidade de escrever,fogo como eu adoro escrever!
Se calhar não escrevo nada de jeito,mas escrever acalma-me a alma...
Estou a ouvir a música "Paixão",foda-se a música é mesmo linda! Torno-me talvez patética por escrever sem parar, e escrever por coisas que não interessam a ninguém,mas isso não me interessa,não estou limitada aos outros,limito-me somente a mim... Não estou a ser egoísta,apenas idealista!
"Quero ficar contigo,agora e para sempre... Nadar no teu corpo eternamente... Os teus sonhos os meus serão,os meus sonhos os teus serão..."
Carlão,foda-se és mesmo GRANDE!
A caneta está a falhar,e tenho medo de não conseguir acabar de escrever este mero rascunho até ao fim.
Estou a dizer que tenho medo que a tinta acabe... MEDO!
Talvez absurdo,porque tem soluçaõ... Medo deveria eu ter de coisas realmente assustadoras e frustrantes. Mas subreponho-me por momentos a isso... Quero esquecer,quero ter medo que a chama da vela se apague,que o cd acabe,de não ter sono,de ficar com fome,...
Agora ouço "Harmonia"...
Tenho saudades...
Saudades dos amigos com quem já não estou à tanto tempo,saudades dos amigos com quem não estou à umas horas,mas fogo,tenho mesmo SAUDADE das minhas doninhas,dos concertos,de TUDO!
Tenho saudade do barulho da chuva,que já não cai à umas horas...
A caneta já dá,começou mesmo agora a chover,e ouço "Para a nóia",tão apropriado... Queria que chovesse e o céu concedeu-me esse desejo,mato as saudades...
Adoro este barulho ensurecedor...
São 3:50h,escrevo ah já 20 min e parece que comecei mesmo agora...
Abstraio-me completamente de tudo quando escrevo. É tudo tão paralelo. A merda da única folha vazia está-se a acabar!

Significa que vou parar de escrever tudo o que me passa na mente,parar de dizer nada...
E, se algum dia algué,ler isto,peço desculpa pelo tempo que fiz perder a não ler nada de interessante...
Ouço agora a "Adição (Ilusão/Desilisão)",outra música transcendentemente linda!...
São agora 4 da manhã e quando puser um ponto final na frase acabou-se,ADEUS...


Este texto escrevi-o em papel,daí algumas partes a falar da caneta e papel..=)

Fiquem bem****

terça-feira, novembro 21, 2006

O ruído do silêncio





Porquê?!

Porque é que o silêncio necessita de uma palavra?!
Silêncio é isso mesmo... O vazio das palavras...
E por vezes,talvez a melhor maneira de nos expressarmos seja esse silêncio...
O senhor da ausência de algo,provando a presença do nada...
Tantas as vezes que me questiono se Deus existe!? Não obtenho resposta,pois encontro a em mim... Quando dou por mim a pedir a Sua ajuda...
É fútil pedir ajuda por coisas inúteis,peçam antes por verdadeiros problemas!
Esse meu deus omnipotente,com quem falo sem conversa,por quem acudo quando a verdade está submersa...
Tudo isto tem e não tem sentido... O sentido que quero seguir,é rumo ah imensidão do nada! Não sei para onde seguir,m
as o silêncio levar-me-á para lá... O silêncio,mestre das certezas das incertezas...
Parem para escutar o ruído que do silêncio flui...
Xiiuuu....

Para quem se refugio no silêncio para obter respostas...